Poucos artistas conseguiram reinventar a música pop e o rock tantas vezes quanto David Bowie. Mais do que cantor e compositor, ele foi um criador de mundos, personagens e estéticas que marcaram época e continuam influenciando artistas, moda e comportamento até hoje.
Nascido David Robert Jones, em Londres, Bowie iniciou sua carreira nos anos 1960, mas foi no início da década de 1970 que o mundo realmente passou a prestar atenção. Com “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” (1972), ele apresentou ao público um alter ego vindo do espaço e redefiniu o conceito de álbum, misturando rock, teatro e ficção científica. Ziggy não era apenas um personagem: era uma experiência cultural.
Na sequência, Bowie provou que não sabia — e não queria — permanecer no mesmo lugar. “Aladdin Sane”, “Diamond Dogs” e “Young Americans” mostraram um artista inquieto, transitando entre o glam rock, o soul e a música negra americana, sempre com elegância e ousadia. Em “Station to Station” (1976), surgiu o enigmático Thin White Duke, abrindo caminho para uma de suas fases mais celebradas.
A chamada “Trilogia de Berlim” — Low (1977), “Heroes” (1977) e Lodger (1979) — consolidou Bowie como um artista à frente do seu tempo. Ao lado de Brian Eno, ele incorporou elementos eletrônicos e experimentais que influenciariam gerações do rock alternativo, da música eletrônica e do pop contemporâneo. A faixa “Heroes”, em especial, tornou-se um hino atemporal de resistência e emoção.
Nos anos 1980, Bowie alcançou sucesso mundial com discos como “Let’s Dance” (1983), levando sua arte a um público ainda maior, sem perder identidade. Já nas décadas seguintes, alternou momentos mais comerciais com trabalhos autorais e reflexivos, sempre mantendo o respeito da crítica e do público.
Seu último álbum, “Blackstar” (2016), lançado poucos dias antes de sua morte, é considerado uma despedida artística profunda e simbólica. Um disco denso, experimental e emocionante, que reafirma Bowie como alguém que transformou até o fim da própria existência em arte.
David Bowie não atravessou gerações por acaso. Ele mudou a forma de fazer música, de se apresentar ao mundo e de entender a arte como expressão livre. Seu legado permanece vivo, atual e necessário um convite permanente à reinvenção.
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