Com informações da Agência Reuters**
O senador brasileiro Flávio Bolsonaro deixou o país rumo aos Estados Unidos após perder a eleição presidencial de domingo e se recusar a cumprir uma ordem do Supremo Tribunal Federal para entregar seus passaportes, a confirmação foi feita por aliados do Senador e por fontes do Governo Norte-Americano à Agência de Noticias Internacional Reuters.
Como apurou a CNN Brasil, a Reuters não confirmou com quem o senador viajou aos EUA, mas apurou que as duas filhas do parlamentar não foram para as escolas que cada uma delas estuda em Brasília nesta terça.
O principal motivo foi o medo de ser preso após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinar a retenção de seus passaportes.
O parlamentar bolsonarista é investigado em uma série de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo apurações envolvendo o Caso Master e o filme ‘Dark Horse’, além de lavagem de dinheiro junto ao empresário e advogado Willer Tomaz.
Não ficou imediatamente claro para onde Bolsonaro estava indo, a que horas chegaria ou se pediria asilo. O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, já alegou que o pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi vítima de perseguição judicial no Brasil.
A ida de Flávio para os Estados Unidos ameaça aprofundar a divisão entre as duas nações mais populosas das Américas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou Washington de conluio com os Bolsonaro para reconduzi-los ao poder, e a Reuters noticiou, antes da eleição de domingo, uma campanha do Departamento de Estado americano para restaurá-los ao cargo.O gabinete de Lula não respondeu ao pedido de comentário.
Bolsonaro era o favorito para vencer a eleição presidencial de domingo, mas acabou perdendo em um resultado surpreendente para o esquerdista Lula.
Na segunda-feira, ele teve 24 horas para entregar seus passaportes como parte de uma investigação de lavagem de dinheiro na qual nega qualquer irregularidade, mas esse prazo já expirou, disseram duas outras fontes, o que levou ao cancelamento de seus documentos.
Bolsonaro, que perde sua imunidade parlamentar quando seu mandato no Senado terminar em fevereiro, disse na segunda-feira que não tem planos de fugir.”Nunca pensei em deixar o país”, disse ele. “Entregarei meus passaportes e me defenderei dessa farsa, que é uma clara tentativa de me intimidar.”